Aviação, Chile

Viagem ao Chile – Como foi voar Latam!

Apesar de algumas pessoas reclamarem, eu gosto da Latam (antiga TAM). Sempre tive experiências agradáveis e não tenho muito do que reclamar e esse foi um dos motivos para comprarmos nossa passagem Brasil x Chile x Brasil pela cia aérea.

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Malas alugadas na Rent a Bag

Passagem comprada, assentos marcados (acho absurdo termos que marcar o assento, não há opção para deixar em aberto, e ainda pagarmos mais um valor pela marcação. Poderiam ser mais camaradas né Latam), dia da viagem e é hora do check in.

Na ida do Rio de Janeiro para Santiago o Check in pelo autoatendimento estava com erro e tivemos que enfrentar uma filinha, já que ninguém conseguia fazer online. Ao fazer o check in no quiche, a atendente já ofereceu para despacharmos a minha mala de mão sem custo extra, como eu e minha irmã já havíamos despachado uma mala mesmo, não custava despachar outra, já aí um primeiro sinal de voo cheio.

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Na volta fizemos o check in pelo autoatendimento no aeroporto de Santiago, aliás éramos obrigados a fazer pelo autoatendimento e depois só entrávamos na fila para despachar a mala. Isso adianta bastante já que assim quem não vai despachar mala, faz o check in e nem entra na fila, vai logo para o setor de embarque!

Tanto na ida quanto na volta o avião era um Airbus 320-200 da cia LAN. Uma aeronave relativamente grande que acomoda 156 passageiros  e é organizada no esquema 3-3 com duas colunas separaras por um corredor tendo 3 poltronas em cada fileira. Tá aí um conceito de grande, mas apertado. Espaço para as pernas quase não havia (mas achei que tinha mais espaço que na Ibéria quando fomos a Espanha, por exemplo), reclinação do banco? ixi bem pouca, entretimento a bordo: somente a revista espanhol/português Vamos, da própria cia e no kit econômica somente uma mantinha e um travesseiro bem basiquinho.

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Airbus 320 da Latam

No início desse corredor tínhamos um banheiro e no fim do corredor mais dois. Banheiros de tamanho normal com espelho, sabonete líquido e até um hidratante para as mãos.

Na ida deixamos para embarcar depois que a fila havia se dissipado, quando chegamos na porta do havia não havia mais espaço no bagageiro interno para as malas de mão e a minha irmã, assim como alguns outros passageiros, foi obrigada ali mesmo a despachar a mala de mão dela.

Na volta estavam fazendo uma checagem das malas de mão antes do embarque, mas correu tudo bem e teve espaço para todos!

A tripulação era chilena, para os dois trechos. Todo educados, na ida 4 aeromoças, duas em especial mais sociáveis que as outras duas, fazendo imensa questão de serem compreendidas por quem não falava espanhol, sempre falando pausadamente e olhando nos olhos dos passageiros. Na volta 3 aeromoças e 1 comissário, todos bem educados e solícitos!

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Na hora do serviço de bordo, nada de jantar, afinal é um voo com previsão de 4 horas aproximadamente,  realmente não precisa de refeição completa, por isso o que nos foi servido foi um sanduíche de queijo com peito de peru e algum creme, bem saboroso por sinal, mas sem outra opção, e para beber podíamos escolher entre refrigerante, suco de laranja ou pêssego, café puro ou com crema e também tinha disponível água. O lanche foi o mesmo nos dois trechos, só o pão da volta que parecia ser integral. Depois passaram uma segunda rodada que continha água, café com ou sem crema e Té (chá em espanhol).

Na ida provamos da água mineral servida no avião, a Vital (marca de água Chilena) e é bem boa. Parecida com a nossa no Brasil! – Já anota essa dica, pois as águas no Chile são bem mineralizadas e podemos sentir diferença ao bebê-las.

Na volta era da marca Crystal Geyser, também Chilena, bem boa também.

Apesar do espaço reduzido, como se preza em uma econômica, o lanche sem muitas opções e a ausência de entretenimento a bordo tive uma experiência boa para ambos os trechos.

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Voos tranquilos de pouca turbulência tanto para ir ao Chile quanto para voltar ao Brasil e o mais importante: on time!

 

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Aviação, Dicas, Viagens

Volta ao Mundo – Quanto custa?

Quem aqui nunca teve vontade de dar a volta ao mundo?!

É um sonho quase que unanime de todo viajante, não é mesmo?!

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Só que todo mundo esbarra em algo muito importante, o custo dessa viagem! Mas é possível fazer essa viagem de uma maneira mais barata. Eu descobri como e vou dividir com vocês.

É claro que não é uma volta ao mundo do tipo, estou passando em todos os países que existem, mas é uma volta ao mundo que pode caber em um orçamento e tempo mais enxuto e que vai te render experiências incríveis.

Poucos conhecem, mas existe um bilhete aéreo chamado RTW ticket, que significa Round The World, que em tradução livre seria algo como: Bilhete de Volta ao mundo!

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E como eu compro?

Esse ticket é possível através de alianças entre cias aéreas que vendem o pacote dos sonhos.

Existem algumas regras para comprar esse tipo de bilhete e vou te explicar: Você monta o seu roteiro (ou pode adquirir um já pré-estabelecido) com origem e destino no mesmo País, voando apenas em um sentido (Ocidente – Oriente ou vice versa. Você não pode, por exemplo, sair do Brasil, ir aos Estados unidos, ir a Europa, depois voltar ao Canadá e depois ir à Ásia), respeitando o limite máximo de tempo e trechos.

Atualmente é possível encontrar o RTW em 3 diferentes alianças aéreas: One World, Star Alliance, Sky Team. E as compras podem ser feitas diretamente pelo site dessas alianças. É só clicar na aliança mencionada acima que já deixei o site pra vocês.

E os valores?

Quanto a valor total, é sabido que não será algo baratinho, mas é bem mais barato do que comprar cada trecho separado. É possível comprar 6 países por cerca de R$7.000,00, por exemplo. Barato, talvez sim. Já que todo viajante sabe que às vezes uma viagem para apenas um País a Ásia custa mais da metade desse valor.

Agora tenha em vista que uma volta ao mundo vai consumir seu dinheiro também e principalmente com hospedagem, alimentação, locomoção, seguro viagem, necessidades que surgem pelo caminho e etc., por isso o planejamento é a parte mais importante nisso tudo.

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Então quanto custa uma volta ao mundo?

O custo total é bem relativo. Vai depender diretamente de quanto tempo vai passar viajando, quais Países vai visitar, tipo de hospedagem, alimentação e etc. Pode ser que custe o preço de um carro popular, ou pode ser que custe um pouco mais ou até um pouco menos.

Mas e a experiência vivida, as histórias criadas e contadas e a alma restabelecida, quanto custa? Pra mim, não tem preço!

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E aí se animou para fazer as malas e colocar o pé na estrada?!

Aviação, Notícias

Mitos e Verdades sobre voar – Parte 1

Você é daqueles que como eu quando vai viajar de avião sofre de sincope nervosa? Se for, eu preparei esse artigo pra tentar te ajudar a se manter mais calma (o) da hora de levantar voo. Pretendo aqui desmitificar algumas crenças que nós medrosos temos e alimentamos voo após voo.

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Pra me ajudar nessa missão, contei com o suporte da ANAC (Agência Nacional de Avião) que respondeu prontamente de maneira técnica todas as perguntas que fiz. Então a cada mito ou verdade eu vou expor na integra a resposta da ANAC e também farei minhas colocações baseadas em experiências próprias e também em informações garimpadas em outras fontes.

SAIA DO BRASIL COM A SEGURANÇA DE UM BOM SEGURO VIAGEM.

Serão 10 mitos e verdades pra nos ajudar a viajar mais e melhor!

Vamos então começar com um dos meus maiores medos durante um voo. Eu sempre acho que alguém vai ter um surto psicótico em pleno voo e vai conseguir abrir alguma das portas, colocando em risco a vida de todos no voo. Sei que pode parecer insano, mas lá em casa mesmo eu sou a única com esse medo, ou pelo menos era, já que agora não o tenho mais. Será mesmo? rsrs.

1 – É verdade que é possível alguém abrir a porta do avião, quando o mesmo em voo?

Resposta da ANAC: “Considerando a superioridade da pressão interna em relação à externa, torna-se impossível a abertura da porta do avião em voo. Adicionalmente, esclarecemos que a porta da aeronave só pode ser aberta quando o comandante a destrava, a partir de comando em seu cockpit.”

Fazendo uma breve busca no Google eu já havia encontrado essa informação, mas nada melhor do a própria agência, mestre no assunto te confirmar não é meiiixxxmo! Acho que agora estou pronta pra deixar aquela porta sem a minha atenção por praticamente todo o voo!!!

2- A descarga pode sugar uma pessoa, mesmo que ela não desça pelo duto ela pode se machucar?

Essa é boa né. Centenas de pessoas falam: “Não da descarga sentada no vaso do avião que você vai ser sugado”. Aí você fica encasquetada (o) com essa ideia e cheia (o) de medo de descer descarga abaixo.

Confesso que não nunca me preocupei em descer pelo ralo, pois nunca me sento, já que mamãe desde pequenina falava que não devemos sentar em banheiros com alta rotatividade de pessoas para não dar brecha as bactérias. Mas sempre fico olhando aquela descarga pensando em quantos estragos ela já pode ter feito com as pessoas.

Por isso perguntei a ANAC  e a resposta deles foi a seguinte: “Não, o vácuo gerado nos toilettes é calculado apenas para sua limpeza.”

Objetivos e claros! Então gente, dá uma relaxada que ninguém vai parar no reservatório em meio as coisas obscuras que fazem nos banheiros dos aviões kkkkk. Além da resposta da soberana Anac, em uma rápida varredura na internet encontramos artigos que corroboram essa negativa.

A próxima vai para os supersticiosos!!! Eu tenho trabalho duro o meu cérebro para deixar superstições de lado e tenho tido algum sucesso. Confesso que essa nunca foi algo considerável para mim, tanto que nunca reparei isso, mas sei lá né, na dúvida sempre preferimos não arriscar.

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3- É verdade que a fileira 13 não existe por ser considerada má sorte?

Resposta da ANAC: “A numeração das fileiras é definida pelo proprietário da aeronave. Caso tenha viajado em uma aeronave sem a fileira 13, sugere-se o questionamento à companhia aérea sobre os motivos que a levaram a não utilizar a numeração.”

Essa dúvida chegou a mim, através de uma pesquisa sobre aviação que eu estava fazendo, onde eu descobri que a KLM não tem fileiras 13 em suas aeronaves, por associar o número a má sorte. Como fiquei curiosa se era uma prática comum, resolvi perguntar à ANAC.

Acho que aqui no Brasil temos uma boa relação com o número 13, né. Já que quem viveu a era Zagallo, se acostumou a vê-lo associando as conquistas e vitórias ao número que ele considerava ser de boa sorte.

4- Quando em voo longo existe duas tripulações? Vôos de quantas horas?

Essa é uma clássica preocupação entre nós, os viajantes apavorados. Sempre queremos saber se os pilotos não dormem durante todo o voo e se isso não pode levá-los ao erro. Bom, para acalmar nossos ânimos, vai a resposta da ANAC:

“A segurança operacional é baseada, entre outros, no gerenciamento de risco de fadiga humana, a fim de garantir a integridade física e cognitiva da tripulação. Se as condições do voo impuserem esforço excepcional à tripulação, o voo pode contar com uma tripulação de revezamento.”

5 – Se um vidro da janela sofrer um trinco coloca em risco o voo?

Mano do céu, eu não curto nada sentar na janelinha, mas minha irmã curte demais e ela fica pra mim: “Mi, olha que lindo”, “Mi, fica calma e aprecia” e a primeira coisa que eu reparo quando olho para a janela é se tem algum arranhão ou trinco. Certa vez eu estava sentada na janela e tinha um arranhão e eu quase pari sem estar grávida, só de pensar que a pressão atmosférica poderia romper aquele vidro (que viagem, não!?). Fechei rapidamente a janela e me senti um pouco mais aliviada. Como se isso pudesse fazer alguma diferença!!!

Então veio a resposta da ANAC pra eu ficar um pouco mais calma: “Não, as aeronaves são certificadas para operarem de forma segura, mesmo com eventuais comprometimentos.”

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6- Sempre que um avião despressurizar o risco de queda é iminente?

Só a ideia das máscaras caírem do teto do avião já me faz ter mini ataques cardíacos. Essa imagem rondando meus pensamentos põe em risco a minha sanidade mental. Sei que pode parecer um exagero, mas também sei que não estou sozinha nessa!!!

Mas deixa eu te apresentar a resposta para ANAC e depois concluo: “Não, as aeronaves são certificadas para operarem de forma segura, mesmo com eventuais comprometimentos.”

É, você não se enganou, a resposta é a mesma da anterior. Apesar desta resposta controlar a minha sanidade mental mesmo com minha imaginação fértil, eu não posso garantir que ela me deu confiança suficiente para me controlar caso eu viva algo do tipo. Na dúvida eu prefiro que nada desse tipo aconteça sempre que eu estiver em voo.

Uma rápida pesquisa na internet reforça a resposta da Anac para as duas últimas respostas, então vamos relaxar!!!!

Esse artigo ficou tão grande que  precisei dividir em dois, então na próxima quarta volta aqui que tem mais!