Chile

Geysers del Tatio – Pequenos Vulcões de água

Hora do passeio mais esperado por mim nessa viagem, Geysers del Tatio.

A ansiedade era tanta que no dia anterior à tarde eu já estava perguntando a minha irmã se a Destino Chile já havia mandado o horário de saída. Eles sempre avisam durante a noite anterior qual o horário da saída do passeio seguinte. Durante a noite, mal pude dormir de tanta expectativa, fechei os olhos lá pelas as 00:00 e despertei antes das 3:00.

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SOBRE OS GEYSERS DEL TATIO

Mas o que é um Geyser? Vou explicar com minhas palavras, ok?! Um Geyser são pequenas aberturas no solo por onde é expelida um jato de água com temperatura em torno de 85º C.

Isso acontece quando a água fria desce pelas fendas do solo e se encontram nas profundezas com rochas vulcânicas com temperaturas elevadíssimas, e dessa maneira a água é projetada para fora do solo.

Os Geysers del Tatio estão à 4.300 metros de altitude e a temperatura do local pode chegar à 20 graus Celsius negativos. Então vá muito bem agasalhado, do tipo com luva, gorro e muitas meias.

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SOBRE O PASSEIO COM A DESTINO CHILE

Ficou marcado para a Van passar para nos pegar entre 4:30 e 5:00 da manhã. Eles chegaram dentro desse horário e seguimos buscando algumas outras pessoas para então seguirmos aos Geysers.

Chegamos ao posto de entrada, onde temos que pagar 10.000 pesos o ingresso por pessoa, quase as 8:00 da manhã, quando já começava a clarear. A estrada é de subida suave, mas bem sinuosa e não asfaltada.

Pagamos cada um nosso ingresso, esse valor deve ser pago diretamente no local e não está incluído no valor do passeio, e retornamos à van para entramos finalmente no complexo turístico dos Geysers del Tatio!

Fizemos uma primeira e rápida parada para ver algumas fumarolas a distância e logo seguimos em direção ao área do Geyser maior e outros mais.

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O Guia então nos mostrou de perto um buraco na terra que só sai fumaça e por isso é chamado de fumarola e não Geyser, a partir desse parâmetro caminhamos lentamente, a altitude não nos permite movimentos rápidos, até o Geyser maior e lá ele nos explicou como esse fenômeno acontece, como expliquei acima.

Para ser um Geyser é preciso que desse buraco no chão seja expelida água e esta está a uma temperatura de 85 à 100 graus Celsius.

Vimos alguns outros geysers, inclusive um bem de perto onde pudemos ver um coloração rosada de micro-organismos, coisa divina!

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Foi assim a 4.300 metros de altitude diante de impressionantes criações divinas, que as lágrimas insistiram em escorrer pelo meu rosto. A emoção tomou conta de mim e eu não pude e nem quis evitar.

Voltamos a van para seguir em direção a piscina dos Geysers. Nessa piscina é possível tomar banho com a água a uma temperatura de aproximadamente 37 graus Celsius, quando do lado de fora a temperatura é negativa. Porém não me aventurei, pois já estava bastante enjoada como consequência da altitude.

Ali o Guia montou nosso café da manhã, uma mesa com chás, chocolate quente, bolo, pães, frios e mais. Eu mesma comi pouco por causa do enjoo, mas tudo que comi estava bem saboroso.

Dali seguimos para descida da montanha e outras parada pelo caminho.

Paramos então em Vado Putana uma lagoa linda que fica repleta de flamingos no verão, porém como é outono eles já haviam migrado para outras regiões, mas dali tivemos a vista de mais um vulcão que permeia o Chile, sendo esse o vulcão Putana, que está vivo (A maneira que eles classificam um Vulcão é como vivo ou morto, sendo vivo todo aquele vulcão em que ainda há atividade e morto aquele vulcão que já não tem mais nada dentro.)

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Mais adiante paramos no povoado de Machuca. Um povoado indígena composto por cerca de 10 habitantes, segundo o guia, cuja a fonte de renda é o turismo na região. Tem uma igreja, que não consegui conhecer pois estava passando mal e não consegui subir a rua e uma vendinha onde comercializam alguns alimentos e bebidas. Nesse povoado eles vendem churrasquinho de lhama, porém não é lhama de verdade! Descobrimos conversando com algumas pessoas que é burro selvagem, então não gaste seu dinheiro aqui!

Dali fizemos uma outra parada, para ver alguma região e tentar ver Vizcacha, uma espécie de coelho dos andes, mas nessa parada eu não consegui nem sair do carro. Estava com um enjoo que me incapacitava de me locomover, além de um sono que eu até então desconhecia.

Mesmo não tendo visto o coelhinho dos andes, eu consegui ver de pertinho a raposa dos andes, os burros selvagens e as lindas e graciosas vicuñas, parentes das Lhamas e que só conseguem viver a uma altitude de 3.800 à 4.500 metros acima do nível do mar.

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Voltamos depois à San Pedro de Atacama e logo ao ir descendo mais, fui melhorando. Também masquei duas folhas de coca que uma alemã que estava no grupo me ofereceu e chupei uma bala de coca, mas como foi já na descida, não sei se ajudou ou se foi só o fato de estarmos indo a altitude mais baixa mesmo.

Obs: Nem todo mundo sente os males da altitude, ou soroche como é conhecida, mas já que eles são bem comuns vou listar algumas atitudes podem te ajudar a reduzi-los ou até mesmo a não senti-los.

DICAS EXTRAS SOBRE ALTITUDE:

  • Beba bastante água, mantenha-se hidratada (o);
  • Evite bebidas alcoólicas;
  • Se necessário masque folhas de coca ou bala de coca;
  • Evite esforço físico, faça tudo com calma;

O QUE LEVAR PARA O PASSEIO:

  • Água;
  • Casaco próprio para inverno;
  • Roupa de banho para a piscina;
  • Cachecol, luvas e sapato fechado;
  • Protetor labial e solar;
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a perna do Guia saiu na única foto que ficou clara – o vapor atrapalha as fotos kkkk

Eu gostaria de fazer um agradecimento especial à Destino Chile por ter participado de um dos momentos mais emocionantes de toda a minha vida. Obrigada por tornar essa experiência ainda mais bonita!!!

 

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