Chile

Onde ficar no Deserto do Atacama

A Cidade base de todos os passeios daquela região desértica é San Pedro de Atacama e foi lá que buscamos nossa hospedagem.

Depois de uma vasta pesquisa, chegamos a rede Antaira com 3 hospedarias na Cidade.

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No período da nossa estadia eles tinham disponibilidade para o Antaira Hostel, um hostel que fica na rua Tocopilla, quase esquina com a Gustavo Le Paige.

Lá ficamos em uma acomodação compartilhada, para até 4 pessoas e banheiro compartilhado. Um lugar super tranquilo de ficar e que oferece uma estrutura boa para se passar alguns dias no deserto. Porém essa hospedagem estará sendo fechada no fim dessa temporada de inverno, eles irão fazer algumas mudanças e não sabem se reabriram como hospedagem! Bom, mas se estiver indo para lá agora nesse junho/julho considere o Antaira Hostel, caso esteja indo mais para frente vou falar de onde pode se hospedar.

Eu falei pra vocês que a rede tem 3 hospedagens né, pois bem, uma delas é o Katarpe Hostal.

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O Katarpe fica na rua Domingos Atienza, quase na esquina com a rua Caracoles a principal de São Pedro.

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No Katarpe as acomodações são privadas com banheiro privativo, camas confortáveis, uma área comum bem espaçosa com equipamentos de calefação externa, um jardim bem legal com cactos e ainda servem um bom café da manhã. Esse é o conforto master que você consegue ter no deserto, pois a Cidade é bem pequena com cerda de 2.000 habitantes e a estrutura da Cidade é bem básica! Apenas 3 ruas podem ser consideradas principais, onde tudo acontece: Caracoles – a principal; Gustavo Le Paige – rua da Igreja, delegacia, feirinha de artesanato e prefeitura é uma rua paralela a Caracoles; Tocopilla – bastante badalada com bastante comércio é a rua que cruza a Gustavo Le Paige e a Caracoles.

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O Katarpe é super bem localizado, confortável e como eu disse serve café da manhã, o que a maioria das hospedagens de São Pedro não servem. Além disso os funcionários são bem simpáticos e solícitos.

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Então se estiverem indo ao Deserto do Atacama já sabe onde se hospedar, né?!

Para entrar em contato com eles você pode ir direto ao Facebook deles: https://www.facebook.com/katarpehostal/

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Chile

Geysers del Tatio – Pequenos Vulcões de água

Hora do passeio mais esperado por mim nessa viagem, Geysers del Tatio.

A ansiedade era tanta que no dia anterior à tarde eu já estava perguntando a minha irmã se a Destino Chile já havia mandado o horário de saída. Eles sempre avisam durante a noite anterior qual o horário da saída do passeio seguinte. Durante a noite, mal pude dormir de tanta expectativa, fechei os olhos lá pelas as 00:00 e despertei antes das 3:00.

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SOBRE OS GEYSERS DEL TATIO

Mas o que é um Geyser? Vou explicar com minhas palavras, ok?! Um Geyser são pequenas aberturas no solo por onde é expelida um jato de água com temperatura em torno de 85º C.

Isso acontece quando a água fria desce pelas fendas do solo e se encontram nas profundezas com rochas vulcânicas com temperaturas elevadíssimas, e dessa maneira a água é projetada para fora do solo.

Os Geysers del Tatio estão à 4.300 metros de altitude e a temperatura do local pode chegar à 20 graus Celsius negativos. Então vá muito bem agasalhado, do tipo com luva, gorro e muitas meias.

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SOBRE O PASSEIO COM A DESTINO CHILE

Ficou marcado para a Van passar para nos pegar entre 4:30 e 5:00 da manhã. Eles chegaram dentro desse horário e seguimos buscando algumas outras pessoas para então seguirmos aos Geysers.

Chegamos ao posto de entrada, onde temos que pagar 10.000 pesos o ingresso por pessoa, quase as 8:00 da manhã, quando já começava a clarear. A estrada é de subida suave, mas bem sinuosa e não asfaltada.

Pagamos cada um nosso ingresso, esse valor deve ser pago diretamente no local e não está incluído no valor do passeio, e retornamos à van para entramos finalmente no complexo turístico dos Geysers del Tatio!

Fizemos uma primeira e rápida parada para ver algumas fumarolas a distância e logo seguimos em direção ao área do Geyser maior e outros mais.

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O Guia então nos mostrou de perto um buraco na terra que só sai fumaça e por isso é chamado de fumarola e não Geyser, a partir desse parâmetro caminhamos lentamente, a altitude não nos permite movimentos rápidos, até o Geyser maior e lá ele nos explicou como esse fenômeno acontece, como expliquei acima.

Para ser um Geyser é preciso que desse buraco no chão seja expelida água e esta está a uma temperatura de 85 à 100 graus Celsius.

Vimos alguns outros geysers, inclusive um bem de perto onde pudemos ver um coloração rosada de micro-organismos, coisa divina!

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Foi assim a 4.300 metros de altitude diante de impressionantes criações divinas, que as lágrimas insistiram em escorrer pelo meu rosto. A emoção tomou conta de mim e eu não pude e nem quis evitar.

Voltamos a van para seguir em direção a piscina dos Geysers. Nessa piscina é possível tomar banho com a água a uma temperatura de aproximadamente 37 graus Celsius, quando do lado de fora a temperatura é negativa. Porém não me aventurei, pois já estava bastante enjoada como consequência da altitude.

Ali o Guia montou nosso café da manhã, uma mesa com chás, chocolate quente, bolo, pães, frios e mais. Eu mesma comi pouco por causa do enjoo, mas tudo que comi estava bem saboroso.

Dali seguimos para descida da montanha e outras parada pelo caminho.

Paramos então em Vado Putana uma lagoa linda que fica repleta de flamingos no verão, porém como é outono eles já haviam migrado para outras regiões, mas dali tivemos a vista de mais um vulcão que permeia o Chile, sendo esse o vulcão Putana, que está vivo (A maneira que eles classificam um Vulcão é como vivo ou morto, sendo vivo todo aquele vulcão em que ainda há atividade e morto aquele vulcão que já não tem mais nada dentro.)

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Mais adiante paramos no povoado de Machuca. Um povoado indígena composto por cerca de 10 habitantes, segundo o guia, cuja a fonte de renda é o turismo na região. Tem uma igreja, que não consegui conhecer pois estava passando mal e não consegui subir a rua e uma vendinha onde comercializam alguns alimentos e bebidas. Nesse povoado eles vendem churrasquinho de lhama, porém não é lhama de verdade! Descobrimos conversando com algumas pessoas que é burro selvagem, então não gaste seu dinheiro aqui!

Dali fizemos uma outra parada, para ver alguma região e tentar ver Vizcacha, uma espécie de coelho dos andes, mas nessa parada eu não consegui nem sair do carro. Estava com um enjoo que me incapacitava de me locomover, além de um sono que eu até então desconhecia.

Mesmo não tendo visto o coelhinho dos andes, eu consegui ver de pertinho a raposa dos andes, os burros selvagens e as lindas e graciosas vicuñas, parentes das Lhamas e que só conseguem viver a uma altitude de 3.800 à 4.500 metros acima do nível do mar.

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Voltamos depois à San Pedro de Atacama e logo ao ir descendo mais, fui melhorando. Também masquei duas folhas de coca que uma alemã que estava no grupo me ofereceu e chupei uma bala de coca, mas como foi já na descida, não sei se ajudou ou se foi só o fato de estarmos indo a altitude mais baixa mesmo.

Obs: Nem todo mundo sente os males da altitude, ou soroche como é conhecida, mas já que eles são bem comuns vou listar algumas atitudes podem te ajudar a reduzi-los ou até mesmo a não senti-los.

DICAS EXTRAS SOBRE ALTITUDE:

  • Beba bastante água, mantenha-se hidratada (o);
  • Evite bebidas alcoólicas;
  • Se necessário masque folhas de coca ou bala de coca;
  • Evite esforço físico, faça tudo com calma;

O QUE LEVAR PARA O PASSEIO:

  • Água;
  • Casaco próprio para inverno;
  • Roupa de banho para a piscina;
  • Cachecol, luvas e sapato fechado;
  • Protetor labial e solar;
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a perna do Guia saiu na única foto que ficou clara – o vapor atrapalha as fotos kkkk

Eu gostaria de fazer um agradecimento especial à Destino Chile por ter participado de um dos momentos mais emocionantes de toda a minha vida. Obrigada por tornar essa experiência ainda mais bonita!!!

 

Chile

Um Tour pela Lua do Deserto do Atacama

Hora de partir para o Deserto do Atacama, o deserto mais alto e árido do mundo, e explorar um pouquinho daquela região.

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Valle de la Luna

Chegamos à São Pedro de Atacama em um dia a noite e teríamos apenas os 3 dias seguintes na Cidade então escolher bem os passeios e a empresa que seria nossa parceira nessa empreitada era muito importante e mais uma vez quem embarcou nessa com a gente foi a Destino Chile.

Como San Pedro de Atacama fica à 2.408 metros acima do nível do mar, no primeiro dia o corpo ainda está se adaptando a altitude, então por isso optamos por fazer o Valle de La Luna, que fica pouco mais acima que isso.

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Cordilheira de Sal

SOBRE O VALLE DE LA LUNA

O Valle de La Luna fica a apenas 15 km de San Pedro de Atacama e que está à 2.487 metros de altitude.

Essa região é em meio a Cordilheira de sal e por isso já foi chamada de Las Salinas. Essa é uma das Cordilheiras do Chile que inclusive mencionei nesse artigo aqui que o Chile tem mais que só a Cordilheira dos Andes.

O Valle hoje recebe esse nome por causa de sua cratera maior que se parece muito com as crateras lunares. Inclusive eles dizem por lá que a NASA fez diversas pesquisas nessa região pela sua similaridade com a lua.

O solo por ser vulcânico tem em grande parte coloração escura e é um solo rico em sais minerais.

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SOBRE O PASSEIO COM A DESTINO CHILE

Esse passeio contempla um por do sol incrível e por isso a saída dele já é durante a tarde.

Dirigimos-nos ao posto da Destino Chile por volta das 14h30min, estava marcado para 14h45min, que fica dentro da Caracoles Boulevard, na Rua Caracoles 259-C.

Lá a Valéria, um amor de pessoa, nos levou até o local da saída do passeio, onde nos juntamos a guia e ao motorista, responsáveis por esse passeio.

Éramos um grupo pequeno de 8 pessoas, somente eu e minha irmã de brasileiras então as línguas oficiais do passeio eram Espanhol e Inglês. A guia super paciente entendia nosso “portunhol” e explicava com bastante cuidado o que queríamos saber.

Fizemos uma visita panorâmica pelas minas de sal, como mencionei essa é a Cordilheira de Sal e a extração de sal foi algo bastante recorrente naquela região, e nossa primeira parada foi em Las Tres Marias.

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As três Marias

Essa formação geológica recebe hoje esse nome, segundo a guia nos contou, pois uma vez por ano as estrelas 3 Marias nascem por trás dela, porém essa escultura natural já recebeu outros dois nomes. Primeiro se chamou Os Vigilantes, pelas pessoas que atravessam aquela região e ali consideravam um lugar de proteção. Depois se chamou As 3 Viúvas, já que 3 mineradores morreram certa vez em uma mina de sal na região. E só então passou a se chamar Las três Marias.

Dali partimos em direção a cratera maior, a que deu o nome ao Valle de La Luna. O local é acessível após uma caminhada em meio a um terreno hora pedregoso e hora cheio de areia. Ao chegar nessa cratera o visual é impressionante. Conseguimos ver do alto a formação da cratera, além de uma natureza inigualável.  E para completar quando olhamos a nossa esquerda vimos a Duna Maior, uma duna de areia que acabou perdendo seu tamanho por causa de terremotos, e a direita, sempre falando voltado de frente para a cratera, nos deparamos com a imponência do Vulcão Licancabur ao fundo da paisagem.

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Cratera maior
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Duna Maior
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Olha o majestoso ao fundo

Dali entremos no carro e fomos à uma região mais a frente para assistir ao por do sol na região da Piedra Del Coyote.  Na famosa pedra em si está proibido tirar fotos devido a uma rachadura enorme que apareceu nela devido o mover das placas tectônicas, porém todo o lugar é absurdamente lindo e o pôr do sol é aquele espetáculo a parte né.

Depois desse momento de contemplação retornamos à São Pedro de Atacama e a noite é livre para circular pela cidadezinha.

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Junto ao cair da noite também cai a temperatura e o frio chega com força total por isso vai algumas DICAS EXTRAS:

  • Leve: óculos de sol, protetor solar, água, boné/chapéu e um casaco bem quente;
  • Se vista em camadas e que a peça debaixo seja leve. -Durante o dia o calor é intenso;
  • Beba muita água, eu aprendi na marra os efeitos da altitude e falta de água no organismo.

Mais uma vez Obrigada Destino Chile por ser parceira dessa viagem incrível!

 

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